Apesar de ainda não termos uma definição clara pelo Conselho Federal de Medicina de quando devemos utilizar estes medicamentos o seu uso em diversas condições neurológicas é difundido na literatura mundial e liberado em diversos países, da Europa, na na América do Norte como nos Estados Unidos e Canadá.
A terapia medicamentosa com produtos derivados da Cannabis Medicinal é reservada para o tratamento adjuvante de algumas doenças neurológicas.
Onde buscar uma prescrição de Cannabis?
Com profissionais que não utilizem apenas medicamentos com Cannabis no seu tratamento, que apresentem conhecimento e experiência sobre o assunto e quando exista evidência científica na sua indicação.
Primeiramente, o paciente deve buscar um médico com experiência na prescrição destes produtos e com experiênica na doença que o paciente apresente.
Muitos pacientes procuram o médico com o objetivo da prescrição do medicamento, e não entendem que ele não serve para todas as doenças neurológicas ou dolorosas, a sua indicação é mais uma ferramenta no plano terapêutico e, apenas o acompanhamento médico contínuo, pode auxiliar no controle das doenças, principalmente aquelas que não apresentam uma indicação cirúrgica.
Para medicamentos importados o paciente deve ter indicação médica, prescrição e relatório médico especificando: qual óleo, cápsula, goma ou tomada usar; além da dosagem, concentração, número de frascos- conforme a recomendação da ANVISA.
Como é feito o acompanhamento médico de pacientes que utilizam a Cannabis Medicinal ?
O médico é responsável por além de prescrever o medicamento, avaliar as respostas de cada paciente.
O ajuste de dose é individualizado e fundamental, para a efetividade da terapia, a recomendação de uso inicial são pelo menos 3 meses, em aumento progressivo das dosagens até o seu efeito terapêutico.
No acompanhamento, como em qualquer terapia medicamentosa, doses, concentrações podem ser mudadas.
Além da avaliação seriada da função hepática dos pacientes, com exames de sangue se faz necessária, principalmente em pacientes que utilizam mais medicamentos associados.
Atualmente a ANVISA e o CFM recomendam um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE para o uso desta terapia, deixando o paciente ciente que ainda não existem estudos a longo prazo sobre o tratamento.